Tudo é uma questão de entendimento. Tudo é uma questão de abrir a sua mente para conectar-se com o infinito, e este estará ligado às suas infinitas partes, capazes de conectarem-se entre si e estabelecerem esse elo de comunicação capaz de percorrer distâncias intangíveis e inimagináveis, acessíveis a todos aqueles que estiverem não só abertos, mas sintonizados na mesma frequência de sinal infinitesimal.

Comunicar-se com outras consciências pensantes requer, sobretudo, disciplina para fazer-se ouvir e concentração para conseguir “escutar”. Muitos seres humanos, aqueles que se comunicam com entidades extrafísicas, acreditam que ouvem vozes. Ledo engano. Ninguém ouve vezes da mesma forma que a comunicação humana acontece, a não ser que essa comunicação seja por intermédio de um outro aparelho físico, seja este biológico ou não.

Fato é que a comunicação se dá a nível cerebral, mental. As vozes que se ouvem são ecos na mente humana, que interpreta os sinais transmitidos e recebidos decifrando-os por analogia de ideias, conforme os registros mentais que possui previamente, sejam eles culturais ou sociais (metodologias de ensino), aprendidos pelo organismo receptor da mensagem ao longo da vida. Portanto, o ser humano recebe sinais vibracionais através do pensamento e os interpreta em formato de ideias, conforme sua riqueza de vocabulário e capacidade associativa com as palavras para montar frases, textos e livros que traduzam uma ideia maior.

O ser humano é nada mais que um filtro de ideias, durante o mecanismo de comunicação extrafísica, capaz de interpretá-las como um tradutor. Posto que o tradutor humano não está isento de falhas, poderá pecar em traduções mal entendidas, ou interpretadas, como na brincadeira de telefone sem fio, em que se fala algo ao ouvido do homem e este entende aquilo que lhe parece ser verdade, ou que lhe faz sentido à mente. O princípio é o mesmo.

Veem portanto que todos vocês, seres humanos, são como antenas vivas e capazes de se movimentarem por todo o globo terrestre, sintonizando com faixas de frequências diversas, através dos seus canais vibráteis. São bombardeados a todo instante por ondas vibratórias diversas e transmissores diversos de mensagens, sendo que estão aptos a sintonizarem com aquelAs de caráter mais sutil do que as transmitidas por transmissores de TV, rádio, satélite etc. Basta sintonizar seu canal mental a uma faixa de onda vibrátil emitida por uma ou várias entidades, e estará apto a interpretá-las. Mas cuidado, pois como são várias, a dificuldade está em distingui-las, em individualizá-las. Exige treino e concentração. Muitos há que já o fazem com maestria. Outros, que estão buscando refinamento. E muitos outros, senão a grande maioria, cerca de 98 a 99%, que nem fazem ideia que isso existe.

Dependendo da força do sinal, essas vozes à mente podem ecoar tão fortemente que parecem ter sido sopradas ao ouvido, de tão claras que se apresentam. Mas mais comuns são aquelas entendidas como ideias completas, onde o teor e o tom empregado em sua tradução, chamada canalização, caberá ao médium tradutor. A clareza do sinal quem terminará não é o médium comunicante somente, mas também o ser que se comunica. Portanto, a clareza das ideias estará atrelada à sensibilidade do médium e da força do pensamento da entidade transmissora da mensagem. Sintonia é tudo. E a força mental com que essa sintonia se dará, dependerá de ambas as partes.

Não julguem, portanto, as ideias transmitidas pelos diversos seres extracorpóreos como falsas ou verídicas logo a princípio. Recebam-nas abertamente como forma de treinar seus canais e interpretem-nas como possibilidades críveis. Ao tom empregado a cada uma delas, procurem entender se são dignas de crédito, por sua veracidade ou probabilidade de tornarem-se reais, e se mostrem cautelosos ao empregar versatilidade em suas transmissões. Pois há aqueles seres transmissores de mensagens que estão apenas tentando ser ouvidos, não se importando com as consequências daquilo que transmitem. Outros, ainda, são aqueles seres comunicantes que mostram-se muito cautelosos ao enviar uma mensagem a um médium receptivo, visto se fazerem cientes de que as mensagens transmitidas devem ter caráter retificador, amoroso, caridoso e nunca alarmante a ponto de criar pânico. Pois o intuito da comunicação é trazer paz, harmonia, conhecimento e, sobretudo, colocá-los a par de tudo aquilo que influi no processo evolutivo de seu planeta e dos seres humanos que nele habitam e que estão em contínuo processo de aprendizado.

A todos vocês, portanto, que desejam comunicar-se com seres de outras galáxias, consciências cósmicas, ou ainda com os espíritos presentes em seu dia-a-dia, lembrem-se: cuidado com as comunicações daqueles que querem apenas galhofar de suas aberturas e curiosidades. Ao mesmo tempo, não permitam que o medo os paralisem de treinar os seus canais. Vocês estão aqui para aprender. E o processo de aprendizado começa com a permissão de tentar, arriscar, receber as mensagens que lhes forem transmitidas e, com o crivo da razão, selecioná-las, triá-las, cuidando de transmitir aquelas que agreguem valor ao ser humano. Não se privem que ouvir um irmão necessitado, inclusive um galhofeiro, somente porque ele brinca com a comunicação possibilitada. Não é possível a vocês médiuns preverem muitos desses fatos e identificarem se o espírito comunicante é bom, ruim, brincalhão, ou um indivíduo necessitado de auxílios maiores, a não ser escutando-o e sentindo suas reais intenções, através das ideias transmitidas e das sensações percebidas durante a comunicação. Basta se permitirem ouvir. Pois, ouvindo ou não, eles estarão por aí da mesma maneira, fazendo parte do cotidiano humano. A grande diferença é que uns os ouvirão, enquanto que outros não estarão abertos a ouvir. Isso não significa que não estarão sujeitos às interferências e interações com essas entidades, ou seres, por não ou verem, ouvirem, ou sentirem.

À medida que se permitirem ter essas experiências, elas tornar-se-ão mais contínuas, pois é natural do ser humano ser intuitivo. A prática, no entanto, é o que define o ser humano como mais ou menos sensível. Uns terão mais dessa sensibilidade, que na realidade trata-se de uma percepção maior dos fenômenos, enquanto que outros menos dela terão. O que não significa, porém, que não possuam faculdades psíquicas, ou capacidades de se tornarem médiuns comunicantes. Contudo, basta tornarem-se conscientes de que ser um comunicante traz para si uma grande responsabilidade, pois aqueles que veem (não com os olhos humanos, mas com os olhos da mente), ouvem (com a mente) e sentem (as sensações, por sua vez, podem ser intuitivas, sensitivas ou perceptivas, ou ainda físicas de maior ou menor intensidade) tornar-se-ão responsáveis por tudo aquilo que transmitirem e por suas repercussões e consequências. Por isso, meus irmãos, muita cautela e responsabilidade são fundamentais. Isso não é um desestímulo, pelo contrário, é um alerta mormente.

Autor: Um espírito Intercessor
Local e Data: São Paulo, 04/01/2017
Canal: Fernando

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