Desde que nascemos, somos inseridos em um contexto social de normas, regras, limitações. Aprendemos que a vida pode ser dura e que podemos nos machucar, mas que também devemos ser resilientes para seguirmos em frente com nossos sonhos, objetivos, propósitos.

Interagimos com o mundo através dos cinco sentidos (visão, audição, olfato, tato, paladar). Eles são fundamentais para que possamos obter as percepções do nosso entorno e agir, ou reagir, a elas.

Esse é o contexto da Caixa, ou seja, o contexto de vida do ser humano, onde ele percebe o mundo como se estivesse vivendo dentro de um cubo, aberto apenas na parte superior, mas fechado nas laterais e abaixo. Os cinco sentidos são como as paredes da Caixa, pois delimitam a forma como o indivíduo interagirá com esse ambiente, com essa realidade. Tudo que é possível ver, sentir, cheirar, provar e ouvir e que está dentro da Caixa é a única realidade aparentemente possível. O ser humano nasceu ali, cresceu ali e não conhece nada além daquilo com o qual pode interagir. Justamente por isso, desconhece que a Caixa é uma Caixa. E desconhece que, por ser uma Caixa, ela pode fazer parte de um contexto muito maior, e que, talvez, até mesmo possa estar dentro de uma Caixa maior. Mas, pensar nessas tantas possíveis realidades torna-se um desafio para muitas pessoas, que preferem viver na Caixa sem nem saber se há algo mais além das suas fronteiras. Algumas ainda preferem viver em uma Caixa ainda menor, delimitada pelo ego, incapaz de interagir e aceitar o próprio mundo em que habita, tal como ele é.

Ainda assim, o fato da Caixa ter uma abertura no topo instiga a curiosidade de muitas pessoas. É como o ser humano olhando para o alto, admirando a imensidão do universo, ciente de que muito ainda há para ser revelado. Estaria o ser humano preparado para descobrir o que mais há além da Caixa, mesmo que isso representasse a desconstrução de tantos conceitos e lógicas que julgava únicas até o momento?

Pensar no que mais existe além do que podemos perceber com nossos cinco sentidos é um ponto muito importante para que o ser humano entenda a sua origem e o propósito da sua existência. O conceito de Universo está evoluindo e, aos poucos, os cientistas perceberão que a resposta encontra-se justamente nas pessoas que estão dentro da Caixa. Pois, fato é que o ser humano, além dos cinco sentidos que conhecemos, possui ainda um sexto sentido. Algo pouco compreendido ou mesmo explorado, que funciona igual a uma chave para acessar um mundo novo, repleto de novas experiências. Essa chave é chamada de Percepção Extrassensorial (PES), capaz de fazer a ponte entre a nossa mente consciente e nossa essência divina, a origem de todas as coisas.

A PES é bem mais conhecida e evidenciada nos sensitivos e médiuns, pelo fato de estar diretamente ligada ao propósito de vida de cada um deles. Por essa razão, eles utilizam dessa faculdade para aquilo que entendem terem vindo fazer na Terra, que é auxiliar as pessoas a se compreenderem e se religarem à essência divina. Assim, a PES capta sinais sutis de energia cheias de informação vindas de fora da Caixa, e a mente do ser humano as decodifica em ideias completas e sensações peculiares no corpo e na mente.

Quem nunca observou a PES em si mesmo, poderá ter dificuldades em compreender seu funcionamento, amplitude e as reações no corpo de quem a desenvolve. Falar da PES a quem não a experienciou na prática pode parecer surreal, mas quem a vivencia compreende a vasta conexão e interação que há entre tudo e todos, considerando o visível e o não visível. Pois essa nova percepção de mundo amplia a consciência para o entendimento de que o planeta e os seres que o habitam são muito mais complexos e espirituais do que imaginamos, pois a origem de tudo o que podemos perceber com os cinco sentidos não é, por fim, material.

A PES permite que médiuns e sensitivos recebam informações da parte externa da Caixa. E perceber que fora da Caixa há não apenas ruídos e vozes, mas um grande Universo a ser explorado, é perceber que o ser humano faz parte de um grande e complexo sistema dimensional e energético que vai muito além do que a nossa mente racional e lógica pode compreender.

A Caixa, portanto, representa em si nossa dimensão física, com a qual interagimos ainda de forma limitada. Ainda precisamos senti-la, tocá-la, saber que estamos seguros dentro dela. Mas, quando o ser humano se der conta de que pode expandir seus horizontes conscienciais, interagir mentalmente com as energias de fora da Caixa que ele mesmo criou, e abrir-se às novas possibilidades para agregar cada vez mais valor à suas experiências, entenderá, finalmente, o propósito da sua existência.

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